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20 de janeiro de 2026

Bateria Social Esgotada






Minha bateria social viciada se apaga no breu,
esgotada de máscaras e de fingimentos vazios.
Sem ânimo pra rostos que somem no vácuo,
pra ser formal com quem não está nem ai para mim. ​

Hipocrisia nas redes, demagogia em posts,
pessoas que curtem sem tocar a alma.
Não suporto o teatro de likes e stories frios,
fantasmas digitais que não aquecem o peito.

Prefiro o silêncio da minha trilha solitária,
dizer não aos convites que drenam a essência.
Cicatrizes de traições me ensinaram o preço,
da qualidade no tempo, não na multidão falsa.

No fim, recarrego na poesia e no vento,
deixando pra trás o que não soma, não cura.
Sou o esquecedor ilustre, livre do peso,
bateria zerada e alma em chamas puras.



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Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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