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19 de maio de 2026

Entre litígios e encontros.



Em face dos meus litígios, já não temo o caminho,

há silêncio nos passos que dou sozinho.

Não digo com quem ando, pois seria em vão

minha trilha se faz na própria solidão.

E não há peso nisso, nem sombra a me prender,

há paz no encontro que tive ao me conhecer.

Minha companhia basta, inteira e sem disfarce,

sou abrigo em mim sem precisar de outra parte.

 

Não é vaidade que em mim floresceu,

nem espelho vaidoso do ego que se perdeu.

É o cuidado sereno de quem se reconhece,

é o valor de existir sem que o mundo o impeça.

Na solidão, descobri a doce solitude,

um espaço sagrado de calma e quietude.

No sofrimento, encontrei resistência firme,

como raiz que insiste, mesmo quando se oprime.

 

No medo ergui coragem em silêncio contido,

na rejeição fui eu quem me acolhi destemido.

E assim, entre ruínas ergui minha morada:

um homem inteiro de alma reencontrada.

E se o mundo estranha o silêncio que carrego,

não entende a força que floresce no desapego.

Pois quem aprende a ser lar dentro de si,

já não se perde apenas escolhe onde ir.




Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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