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10 de março de 2026

Sombras do Desejo Oculto



Eu caminho nas brumas do crepúsculo,

onde o eco dos passos não revela o fim.

Ambicioso como o rio que cava montanhas,

sedutor no sussurro que atrai sem prender.

 

Atraente nas curvas da noite sem lua,

meu reflexo dança no espelho da alma

amor próprio, raiz que não se curva ao vento,

guardião silencioso de um fogo eterno.

 

Leal como a estrela que vela o horizonte,

individual na trilha que só eu decifro,

racional no labirinto de impulsos traídos,

onde escolho o caminho com olhos de enigma.

 

Quem sou eu? Um véu sobre o abismo chama,

um mistério que pulsa, tece e desvanece.

Aproxime-se devagar... ou fuja do fascínio,

pois em mim, o segredo devora quem o busca.




17 de junho de 2025

A Mulher que Despenteia o Juízo.



Na curva tímida do ombro,
um convite sussurrado em carne.
Não fala, mas incendia.
Seu silêncio é um gemido suspenso no ar.
E eu, homem feito de vontades,
tremo como papel molhado pela chuva do seu olhar.

Ela passa, e o mundo desorganiza.
O botão da blusa, inocente, conspira.
A saia, indecente, flerta com o vento.
E eu, tolo, me torno poeta 
mas um poeta que escreve com a língua
na geografia febril da sua pele.

Seu andar é pecado em movimento,
milagre pagão que me ajoelha.
Ela não toca, mas possui.
Não se oferece, mas se impõe.
E o desejo, esse cão faminto,
rosna dentro do meu terno.

Debaixo da roupa, mora o inferno.
E eu, cristão de meia fé,
renego qualquer salvação
por um instante entre seus lábios carmesim,
onde o amor é fome,
e o gozo tem gosto de fim.

Ela é vício,
verso obsceno que se esconde
nas entrelinhas de um decote.
É mulher, mas é também feitiço,
palavra proibida que se escreve no escuro,
com dedos, dentes e sussurros.

E quando finalmente me engole no seu abismo,
não é só carne que se consome.
É alma. É culpa. É glória.
É um poema suado
onde rima e suor se confundem,
e o prazer, meu caro, é poesia crua.







22 de fevereiro de 2012

Ponto de fusão.



Uma colisão imprevisível
Que foi a causa uma fusão indivisível;
Teu corpo no meu corpo
Uma combinação perfeita,
Uma coisa que queima
Ao quase ponto de explodir.

Fundição tal
Que alimenta ações ferozes,
Sentimentos atrozes,
Uma atração singular
Composta carinhos
E caricias incandescentes.

15 de novembro de 2011

Entreolhares.


Entreolhares subliminares
O mistério está no ar.
Algo paira pelos ares,
Tão propenso a desvendar.

Tão de repente...
Se é surpreendido,
Mexe tanto mesmo ausente
Na expectativa de ser correspondido.

O que pode ser entreolhares...
Talvez coisas de momento? Não sei!
Pode ser sério? Talvez!
É certo que tudo isso não tem freio.

Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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