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6 de abril de 2026

A Vontade de Valor



O homem não é amado por aquilo que é

Nem por aquilo que constrói

Mas pelo o que conquista.

 

O homem não é amado pelo o peso que carrega sem recompensa

Mas pelo a solução que apresenta

Quando tudo desmorona.

 

O sofrimento do homem não é fraqueza - é forja.

O ferro se torna lamina no fogo e na fumaça.

O homem só se torna homem quando a dor o reforja.

Não busca validação.

É uma constante de valor que se constrói em silencio.

Ninguém vê, ninguém aplaude,

A vontade de valor e de poder é sua única morada.

 

Quais os valores de um verdadeiro homem?

 

A disciplina não imposta pelo o medo,

Mas o valor que nasce para além do desejo de ser.

A responsabilidade de carregar o próprio fardo,

Sem lançar culpa no mundo.

A coragem - não a ausência do tremor.

Mas saber caminhar as margens do abismo.

A integridade - resiliência de caminhar nas sombras e na luz.

Quando ninguém te julga e quando o mundo te inflama.

A criação - o poder de transformar e organizar o caos.

Sofrimento com propósitos e a dor como legado.

 

O homem que não faz nada pelo o nada será lembrado.

 

Mas por que a mulher moderna voa tão alto

E recusa o homem que tem tanto a oferecer?

 

A hipergamia é a natureza a se proteger.

Ela busca o topo porque sempre buscou

O mais forte, o mais alto, o mais fértil em vida.

Mas eis o paradoxo cruel da modernidade:

Ela exige o excepcional com uma alma dividida.

Aquela que muito exige e pouco entrega

Carrega a máscara do valor que não construiu.

Não é julgamento é espelho que reflete

O vazio que a cultura do mérito instituiu.

 

Portanto, ó homem, não te faças pequeno

Diante daquelas que não sabem te ver.

Teu valor não mora no olhar de nenhuma aprovação

Mora no que és capaz de tornar-te e fazer.

 

O homem comum que se recusa a ser medíocre

É o mais raro dos animais neste século vazio.

Carrega teu sofrimento como Sísifo carrega a pedra

Mas diferente de Sísifo, constrói no caminho frio.

Não és útil apenas és necessário.

Não és amado apenas és fundamento.

E quando o mundo te pedir mais uma vez que proves,

Responde com obra. Responde com talento.

 

"O que não me destrói me torna mais forte"

não como consolo, mas como método.

O homem que compreende seu valor profundo

Não precisa de aprovação. Precisa de propósito.

E o propósito, este sim, é teu e de mais ninguém.

 



12 de agosto de 2025

A Colisão Silenciosa de Mundos Internos




Não obstante, meus pensamentos se expandem diante dos sentidos – é como se cada ideia fosse uma explosão silenciosa, uma colisão de átomos de detalhes que se multiplicam até perderem o contorno. Eu não penso apenas: eu me afundo, me dissolvo, e retorno mais denso, mais afiado, mais perigoso.

A minha personalidade não é feita de certezas, mas de correntes que mudam de direção sem aviso. Não sou previsível, tampouco constante. Há em mim algo que fere e cura, que aproxima e afasta. Sou como um furacão que gira parado – inerte por fora, devastador por dentro.

Meus pensamentos não pedem permissão. Eles invadem, dominam e ocupam o espaço. Têm fome de entender o que não deve ser entendido, de tocar onde ninguém ousa tocar. Não são apenas reflexões; são armas afiadas, prontas para cortar a superfície das ilusões.

Carrego a estranha habilidade de ver camadas escondidas nas pessoas. O que para muitos é apenas gesto ou palavra, para mim é código, sinal, evidência. E uma vez visto, é impossível esquecer. É um fardo e um poder.

O meu caráter se molda na fricção entre o que sinto e o que escondo. Nunca me entrego por completo, pois sei que a verdade, crua e inteira, é insuportável para a maioria. Prefiro insinuar a revelar, deixar o outro sentir a vertigem de adivinhar quem realmente sou.

A minha mente é um labirinto com portas que não abrem pelo lado de fora. Quem tenta entrar descobre cedo demais que a saída não está no mesmo lugar da entrada. E poucos têm coragem de percorrer todos os corredores.

Há uma parte de mim que se mantém na penumbra, não por covardia, mas por estratégia. É lá que guardo a essência que não pode ser corrompida. Um núcleo de silêncio absoluto, imune ao barulho do mundo.

Meu pensamento é voraz, e minha personalidade é um enigma em movimento. Quem tenta me decifrar percebe que, mesmo quando pensa ter encontrado a resposta, a pergunta já mudou.

Eu sou o impacto que não se vê chegando, a palavra que rasga a calma, a presença que carrega tempestade mesmo em um dia sem vento.

E, no fim, o que sou não é para ser explicado e nem entendido.






Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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