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25 de fevereiro de 2026

Dor que Mora em Mim, ou a Razão do meu viver.



A dor que dói em mim, dói só em mim,
eco solitário no peito vazio.
O mundo é pedra bruta, sem compaixão,
cruel labirinto de espinhos e vazio.

Não culpo o céu nem a terra impiedosa,
nasci entre sombras, forjada no pranto.
Sofrer é meu fado, minha sina oculta,
raiz profunda que o tempo não arranca.

Ó Deus, se és bom e justo como dizem,
por que permites o rio de lágrimas?
Pessoas caem, como folhas no outono,
e eu fico só, com feridas sem fim.

Traumas que pesam, limitações frias,
tristezas que mordem, angústias sem voz.
Decepções tecem minha rede de espinhos,
vivo e sobrevivo, sem paz, sem luz.

Quem me livrará deste abismo sem fundo?
Não peço piedade, só força pra erguer.
Na dor inerente, busco um sussurro,
de sentido oculto no meu padecer.




22 de dezembro de 2025

Soneto do Calabouço Vivo



A beleza brota na contemplação,
no espanto puro, na surpresa da vida,
calabouço de dores que nos invade,
sentimentos em excessos, vazios na mão.

Prazeres que ardem, real que nos fere,
expõe a alma nua, sem véu ou ilusão,
fé, esperança e amor são a salvação,
antídotos vivos que o sofrimento esfare.

No breu do viver, achamos o divino,
luz que trespassa o caos confinado,
esperança tece a ponte ao infinito.

Amor cura o grito, fé ilumina o caminho,
no espanto da existência, tudo é sagrado,
beleza eterna no coração ferido.



Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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