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10 de abril de 2026

Entre o silêncio e o fogo




Tu caminhas com calma,
como quem aprendeu a conversar com o tempo.
Teu olhar nunca se perde,
ele sabe o que busca; mesmo quando finge distração.

Há em ti um diálogo secreto
entre razão e desejo,
política e espiritualidade,
história e silêncio.

Falas pouco,
mas quando abres a boca o mundo escuta.
Tua inteligência não grita; seduz.
Teu charme nasce da serenidade,
da confiança de quem entende
o poder da palavra
e o valor do silêncio.

A beleza feminina te inspira,
não por vaidade,
mas como arte.
És amante da música,
dos gestos sutis,
da harmonia entre o pensamento e a emoção.

Fiel às tuas ideias,
leal a quem partilha tua verdade,
sabes que o amor próprio
é o primeiro ato de generosidade.

Trabalhas com paixão,
pois o que fazes
é parte de quem és.
Teu esforço te enobrece,
tua entrega te santifica.

Olhas fundo,
lês almas,
entendes o que o silêncio revela
e o que o olhar esconde.

Há uma força em ti que não pede aplauso.
Um mistério que não se explica.
Sabedoria no olhar,
respeito no toque.

E quem se aproxima sente
mesmo sem entender
que há fogo no teu silêncio
e luz nas palavras
que escolhes não dizer.



6 de abril de 2026

O Avesso das Coisas


 



Um dia me disseram que o mel era amargo,

que o rio não corria, só fingia o caminho (...)

sem saber, me entregaram um mapa bem largo

e eu aprendi a sair do meu próprio labirinho.

 

Me disseram que o fogo não aquecia ninguém,

que a estrela era falsa pintada no teto

e nessa mentira havia um presente também:

aprendi a buscar a luz no lugar mais discreto.

 

Às vezes a verdade vem disfarçada de erro,

um tropeço que abre a porta que eu não via

o que parecia muro era só vidro mero,

e o que chamavam de fim era só a saída.

 

Me disseram que o pão não sustentava a fome,

que a sombra era mentira que o sol inventou

e cada ilusão desfeita que eles me impõem

foi um gradeado a menos que o tempo quebrou.

 

Hoje sei que o engano pode ser libertador,

que cada véu rasgado é uma janela que nasce

quem me quis preso me deu, sem querer, a melhor

das ferramentas: a dúvida que tudo desfaz e refaz.

 

 

Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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