Nas sombras do meu peito, um amor se esconde,
selvagem e solitário, rei sem coroa.
Ele sussurra segredos no escuro profundo,
"Primeiro eu, depois o mundo, em chamas devora".
Individualista, fiel só ao meu reflexo,
tece lealdade em fios de egoísmo puro.
Meu caráter é chama que não se apaga,
personalidade voraz, identidade escura.
Transbordo para ti, família, amigos, mulheres,
como rio que inunda sem perder a fonte.
Amo a vida em golfadas de paixão febril,
mas no fundo do poço, guardo o meu monte.
Ó mistério ardente, paixão que não divide,
você é meu veneno, meu néctar divino.
Amo o outro em ecos do meu próprio grito,
e no espelho quebrado, danço sozinho.
