A beleza brota na contemplação,
no espanto puro, na surpresa da vida,
calabouço de dores que nos invade,
sentimentos em excessos, vazios na mão.
Prazeres que ardem, real que nos fere,
expõe a alma nua, sem véu ou ilusão,
fé, esperança e amor são a salvação,
antídotos vivos que o sofrimento esfare.
No breu do viver, achamos o divino,
luz que trespassa o caos confinado,
esperança tece a ponte ao infinito.
Amor cura o grito, fé ilumina o caminho,
no espanto da existência, tudo é sagrado,
beleza eterna no coração ferido.
