Minha mente traidora deixou escapar em um momento de relapso um “te amo”, confesso que não sei de onde brotam estas coisas. Será meu subconsciente me boicotando? Pois o único amor que considero é aquele que arde pela a minha própria vida. Pelo qual me sacrifico em noite de dor, em dias pelo o trabalho e pelo o lamento que clamo através das lágrimas que jorram para dentro e congelam meu coração.
Sobrevivo nas sombras onde o ego se ergue e me bate forte e sem piedade. Não posso amar alguém mais que a mim, no meu peito um tropo que não é narcisismo vil e nem um egoísmo. Apenas amor-próprio. É uma raiz profunda que me faz firme e ao mesmo tempo me permite voar sem tirar os pés do chão.
Todos os dias eu me escolho primeiro,
olho no espelho e reflito sobre o meu brilho sagrado.
Vida minha, minha vida...
Altar onde queimo incenso por minhas lutas diárias,
Me abraço na solidão
E vibro solitário nas vitorias efêmeras.
Me defendo das garras do tempo
E das memorias da rejeição.
O medo é fogo que arde dentro de mim
Mas esta chama me purifica em essência
De caos, de solitude, de dor e prazer.
Meu gozo é constante e sem fronteiras.
