Visitantes

2 de janeiro de 2026

Saudade em Escombros


 

Crimes perfeitos, amores hediondos,

Beijos envenenados, saudade pelas esquinas,

Caminho pela cidade, olhos que sangram,

Multidão solitária, almas em ruínas.

 

Por quê tanta dor onde há fé?

Por quê pessoas que se amam se humilham tanto?

Falam muito, ouvem nada, ecos vazios,

- O peito chora por enquanto.

 

Ruas de ferro, corações partidos,

Fé que treme sob o peso da cruz.

Intimidade vira lâmina afiada,

Palavras voam, silêncios se afogam.

 

Escombros de sonhos, multidão cega,

Eu transpasso o sofrimento alheio,

Solitários em si, na dança da rua,

Pergunto ao vento: por quê, por quê?

 

Por quê abismos na luz da profundidade?

Por quê veneno na doce nudez?

Dizem oceanos, sorvem o vazio,

Por quês sem fim, na dança dos escombros eu me perco.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

Powered By Blogger