Infelizmente ou quem sabe felizmente,
conhecemos as pessoas no adeus final.
A amizade, banal como o dia a dia,
o amor, disfarce de interesses vorazes.
Juras? Sombras passageiras no vento.
Agora o véu rasgado e indiferença fria,
raiva que ferve, vingança sussurrada,
desejo torpe de ver o outro ruir.
Quem diria? Ao lado do inimigo,
o tempo todo, sorrindo em conluio.
Surpresa cruel e lição das profundezas:
o caráter humano é uma serpente adormecida,
morde sem aviso, revela o abismo.
Eu sigo, sem rancor, sem peso no peito,
a vida segue tecendo maturidade nas feridas.

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