Eu caminho nas brumas do crepúsculo,
onde o eco dos passos não revela o fim.
Ambicioso como o rio que cava montanhas,
sedutor no sussurro que atrai sem prender.
Atraente nas curvas da noite sem lua,
meu reflexo dança no espelho da alma
amor próprio, raiz que não se curva ao vento,
guardião silencioso de um fogo eterno.
Leal como a estrela que vela o horizonte,
individual na trilha que só eu decifro,
racional no labirinto de impulsos traídos,
onde escolho o caminho com olhos de enigma.
Quem sou eu? Um véu sobre o abismo chama,
um mistério que pulsa, tece e desvanece.
Aproxime-se devagar... ou fuja do fascínio,
pois em mim, o segredo devora quem o busca.
