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27 de março de 2026

Gozar é sentir dor e sobreviver.



Minha mente traidora deixou escapar em um momento de relapso um “te amo”, confesso que não sei de onde brotam estas coisas. Será meu subconsciente me boicotando? Pois o único amor que considero é aquele que arde pela a minha própria vida. Pelo qual me sacrifico em noite de dor, em dias pelo o trabalho e pelo o lamento que clamo através das lágrimas que jorram para dentro e congelam meu coração.

            Sobrevivo nas sombras onde o ego se ergue e me bate forte e sem piedade. Não posso amar alguém mais que a mim, no meu peito um tropo que não é narcisismo vil e nem um egoísmo. Apenas amor-próprio. É uma raiz profunda que me faz firme e ao mesmo tempo me permite voar sem tirar os pés do chão.


Todos os dias eu me escolho primeiro, 

olho no espelho e reflito sobre o meu brilho sagrado.


Vida minha, minha vida...

Altar onde queimo incenso por minhas lutas diárias,

Me abraço na solidão

E vibro solitário nas vitorias efêmeras.

Me defendo das garras do tempo

E das memorias da rejeição.

O medo é fogo que arde dentro de mim

Mas esta chama me purifica em essência

De caos, de solitude, de dor e prazer.

Meu gozo é constante e sem fronteiras. 





25 de fevereiro de 2026

O amor egoísta de um segredo que afogou na própria realidade.



No mais profundo do meu ser onde reside os segredos

Afogo-me no tempo e deleito-me em espanto.

A inteligência me dilacera expondo toda ilusão,

Recaio na realidade, na verdade nua e crua.

 

Meu olhar se perde nas estrelas caídas,

Meu mundo é uma perda não dita.

Maturidade é o sofrimento como um vinho envelhecido,

O sabor é bom, mas é melhor esquecer.

 

Que mistério é o homem que sabe demais?

Guarda enigmas em sorrisos de esfinge,

pensa em eternidades que o pulso nega,

deseja o invisível e ama o efêmero sem posse.

 

No espelho da mente reflexos se dobram,

inteligente predador de suas próprias armadilhas.

Atraente como abismo chamando o vazio,

profundo, denso, eterno em um sopro fugaz.




Libertação das Sombras, ou a Dor de um homem que se libertou ao olhar no espelho.





Culpei-me demais, carreguei cruzes alheias,
pesos que não eram meus, correntes de ilusão.
Busquei aceitação em olhares vazios,
validação em mãos que me repeliam.

Fiz tudo certo, reto como flecha,
mas o reconhecimento fugiu, invisível.
Valorizei amizades frágeis como vidro,
mulheres e ciclos que me renegaram.

Chorei rios de exclusão, amargura pura,
dei tudo certo e colhi o errado em dobro.
Amei sem retorno, amigo de almas distraídas,
trabalhei em sombras onde nem existia.

Ingratidão foi o eco das minhas dádivas,
coração exposto, ferido em silêncio.
Mas hoje despertei, lições gravadas na alma,
vivo bem comigo, soberano no meu reino.

Não mais peço migalhas de aprovação,
encontro paz no espelho que não mente.
Das cinzas da dor, ergueu-se minha luz,
livre, inteiro, em harmonia consigo.



Dor que Mora em Mim, ou a Razão do meu viver.



A dor que dói em mim, dói só em mim,
eco solitário no peito vazio.
O mundo é pedra bruta, sem compaixão,
cruel labirinto de espinhos e vazio.

Não culpo o céu nem a terra impiedosa,
nasci entre sombras, forjada no pranto.
Sofrer é meu fado, minha sina oculta,
raiz profunda que o tempo não arranca.

Ó Deus, se és bom e justo como dizem,
por que permites o rio de lágrimas?
Pessoas caem, como folhas no outono,
e eu fico só, com feridas sem fim.

Traumas que pesam, limitações frias,
tristezas que mordem, angústias sem voz.
Decepções tecem minha rede de espinhos,
vivo e sobrevivo, sem paz, sem luz.

Quem me livrará deste abismo sem fundo?
Não peço piedade, só força pra erguer.
Na dor inerente, busco um sussurro,
de sentido oculto no meu padecer.




2 de fevereiro de 2026

Espelho Partido


 

A mesa posta do afeto, sentam-se dois estranhos

Que um dia se amaram e foram apenas um.

Ele tentando reconhecer a mulher que um dia amou

E Ela observando um estranho como nunca o tivesse visto.

 

Um narcisista e outro egocêntrico sentados frente a frente,

Afogados entre o rancor e a ingratidão.

Repetindo palavras alheias

Expondo feridas que nunca foram curadas.

 

Uma contabilidade jurídica afetiva que não fecha,

Onde cada beijo é uma moeda e cada abraço um desagravo.

Nos olhares apenas ressentimento com reflexos de dores

E imagens de um passado que nunca foi superado e ressignificado.

 

Palavras vazias ecoam no abismo da desilusão

Pelo o espelhamento psicológico de um amor doente.

As línguas prontas para destilar o veneno

Que derrama para dentro do coração.

 

Cada um projeta no outro o carrasco e a vítima,

o salvador e o náufrago, o algoz e o inocente,

numa dança de máscaras que se tornou rotina.

Até que o espelho racha refletindo imagens despedaçadas pelos cacos.

 

Resta a pergunta que nenhum dos dois ousa fazer:

Quem é o ingrato, aquele que não agradece

ou aquele que dá esperando receber,

mantendo o livro-caixa do amor que perece?

 

Na Academia das Dores Compartilhadas,

onde se estuda a anatomia dos afetos despedaçados,

fica a lição escrita em versos e em lágrimas guardadas:

amor não é espelho; é janela para o outro lado.




22 de dezembro de 2025

Soneto do Calabouço Vivo



A beleza brota na contemplação,
no espanto puro, na surpresa da vida,
calabouço de dores que nos invade,
sentimentos em excessos, vazios na mão.

Prazeres que ardem, real que nos fere,
expõe a alma nua, sem véu ou ilusão,
fé, esperança e amor são a salvação,
antídotos vivos que o sofrimento esfare.

No breu do viver, achamos o divino,
luz que trespassa o caos confinado,
esperança tece a ponte ao infinito.

Amor cura o grito, fé ilumina o caminho,
no espanto da existência, tudo é sagrado,
beleza eterna no coração ferido.



29 de novembro de 2021

Em passos curtos e constantes observações.





Ás vezes, e muitas vezes

Desço as profundezas dos pensamentos

E, ali permaneço em coma

Com o espirito em plenitude.

Observo a dor em seus impactos,

Bem como á alegria

E o seu pouco tempo de permanência.



Ás vezes, e muitas vezes

Olho nos olhos de quem me quer o mal

E, ali vejo o vazio que ecoa dentro da alma

de quem já não tem alma.

Observo os interesses,

Bem como o sentido

De quem já perdeu a direção.



Ás vezes, e muitas vezes

Abro minhas próprias feridas

E, ali lembro de tudo que me causou

Para chegar até aqui.

Observo minhas motivações

Bem como o cheiro do sangue

Que alimenta minha matéria.





18 de novembro de 2021

Um dia para eternidade





Decifra-me, interprete-me ou mata-me.

Olhe no fundo dos meus olhos e veja a tempestade cor de mel que está de partida.

Minhas certezas foram subjetivas

E meus anseios tão utópicos.

Meus beijos foram de momentos,

Mas meus sentimentos sempre foram verdadeiros.

Lembra-te dos dias em que conhecemos? Guarde este momento!






Do que mais?



 

Chega o momento do encontro

Onde todas virgulas desaparecem

E tudo faz sentido



As forças se convergem

O entendimento se amplia

E a voz se cala para ouvir



Chega o instante da verdade

Onde tudo começa

No ponto onde termina



A dor se olvida

Os olhares se fecham

E a porta que se abre logo se fecha



Chega de palavras

De pensamentos

E atitudes desnecessárias



Seja na intensidade

Com simplicidade

E sem complexidades





Despeço-me






Despeço-me em gratidão,

Sem guardar mágoas,

Sem rancor,

Sem culpas e sem desculpas.



Despeço-me com louvor,

Levarei a lembranças dos mil amores,

As cicatrizes que fiz e me fizeram

E das saudades ficaram minhas poesias.



Despeço-me sem abraços,

Sem lágrimas,

Sem dividas

E sem deixar herdeiros.



Despeço-me dos amigos,

Da família,

Das pessoas que me conhece

E nunca falaram comigo.



Despeço-me com solitude,

Por ter vivido o máximo que pude,

Por ter acumulados erros e acertos

E principalmente pela dádiva de ter existido.



Despeço-me sem saber de nada,

Nem onde estou

Nem de onde vim,

Nem para onde vou.



Despeço-me como um sopro,

Sem o direito de despedir,

Sem saber que foi o ultimo beijo

E a ultima mensagem.



Despeço-me da vida,

Dos meus estudos,

Dos meus sonhos

E das palavras não entendidas.



Despeço-me olhando para o céu,

Sem medo,

Sem explicações

E sem ter deixado um adeus.






17 de novembro de 2021

Mentes tão bem

            



            Mente, e mente descaradamente. Sem pudor, sem rancor, sem culpas e sem desculpas. O habito de mentir é latente, contundente, de forma simulada e dissimulada. Mente na cara dura, com a cara lavada, despida, lambida e sem vergonha. Mente tanto que acha que todo mundo também mente. Desconfia de tudo e de todos, mente tanto que é capaz de acreditar na própria mentira e se achar o arauto da verdade. Lamentavelmente me finjo de bobo, de demente, de não saber nada. Olho nos olhos de quem tem coragem de desviar o olhar quando mente. Não sou ator, apenas me faço de desentendido para ver até onde a pessoa tem coragem de levar a mentira. Ouço com atenção, as vezes até dou risadas e pergunto sobre detalhes. Mas o que a pessoa fala sentada, não sustenta de pé.






16 de novembro de 2021

Sobre relacionamentos


       


         Cobranças indevidas, conversas mau conversadas, sentimentos ocultos, joguinhos irritantes, segredos obscuros, mensagens subliminares, ciúmes de mentira, brigas desnecessárias, troca de papeis, pedidos indevidos, discussões sem sentido, fuga de responsabilidades, formalismos fúteis, afetos de fachada, declarações falsas, gritos sem razão, caras e bocas, acusações infundadas, hipocrisia de cobrar o que não se faz.


O que mais é necessário no relacionamento?

           
             Acontece que muitos relacionamentos ao invés de melhorar, só piora com o tempo. O desgaste é quase inevitável. Muitos existem apenas em sentido figurado, só de aparência. Outros apesar de sentimentos fortes, são incompatíveis. Ainda pior, muitos mantém relacionamentos por anos sem qualidade, se apegam a formalismos (casamentos, noivados e namoros) apenas para não se sentirem sozinhos. Há também quem opta pela a quantidade e vivem trocando de pessoas como se fossem objetos descartáveis.

          
        Evidentemente que há pessoas liberais e conservadoras, por isso há de se pensar modelos de relacionamentos mais leves e saudáveis, ou ter sabedoria para apurar o que há de bom em padrões já experimentados.



Enquanto isso (...).

           

     Sigo carreira solo com participações especiais.








6 de novembro de 2021

Subjetividades & complexidades.

             




            Encontra-me nas tuas subjetividades, no obscuro do meu silêncio, nas palavras não ditas, nos olhares que transpassam a alma, na leitura corporal, na tese mau explicada (...). 

            No que tange dizer a verdade, as feridas são expostas, a dor volta a machucar, o mau cheiro do passado não resolvido é estampado no rosto em frente ao espelho - do que adianta querer a verdade e não estar preparada para ouvi-la?

            Há complexidades em todo ser, no ato e no autor no teu jogo de atriz. As vezes finjo não escutar e não entender, mas compreendo muito bem todo calabouço de argumento sofistas. 

            Não há mais nada a dizer, termino por aqui!






26 de outubro de 2021

Nova postagem, ou retratos.

 



O que me resta além de rascunhos

E poemas ultrapassados?

O que tenho no mundo

Além de tatuagens

e amores maus conjugados?

Faço perguntas e não respondo,

Olhos nos teus olhos

E me escondo.

O que era para ser perfeito

Hoje é apenas escombros.

Lembra-se dos nossos planos

E das juras de amor eterno?

Hoje já esqueceu meu nome

E nem me quer por perto.

Mas a vida segue e prossegue escrevendo estórias,

Pois a verdade da historia

Ainda prevalece e corroí antigas memorias.

Do que adianta almejar o futuro

E estar preso no passado?

É como correr sem rumo

Ou estar com os pés amarrados.

Lembra-te dos dias passados

E olhe para os dias que virão,

Não se esqueça dos retratos

Que sempre postados estarão.




Poesia, mentiras e Whisky.



A verdade é como a poesia,

E as pessoas odeiam poesia.

A mentira é como paixão,

E as pessoas amam estarem apaixonadas.

Os homens são como whisky

Envelhecem e melhoram com o tempo (...).




Politicagem










Vozes e desfechos

Cantos ecoados

Apelos e apreços

Em pântanos aprisionados

Verdades e ensejos

De fome alimentada

Não acredito no que vejo

Dívidas do passado

Casamentos sem beijos

Pela rotina enjoada

Transpareço e tropeços

Por contos despontuados

De vez em quando restabeleço

Do presente ao passado

Com sinceridade prevaleço

Por uma lança transpassada

Sem pontos me aborreço

Principalmente apaixonado

Nada eu mereço

Nem mesmo um abraço

Sem motivos escarneço

Em textos já comentados

A cada dia envelheço

Mas não carrego nenhum enfado

Sem espaços e endereços

Minha sina assim assado

25 de outubro de 2021

7 vezes morto

 


Falta-me voz, sobra-me palavras...

Encantos espalhados pelos cantos,

dedilho versos, 

pela a beleza que se esvai 

e não mais me espanto. 

Por que tantos prantos?

encontros, reencontros e despedidas...

Tenho paz, 

ofereço-a e ninguém valoriza. 

Do que adianta odiar o mundo

e amar as coisas que ele oferece?

A hipocrisia reina sem ponderação, 

o vazio se dilata 

através das veias que alimentam a ilusão. 

Paixão! O que é paixão?

O lado obscuro do amor

ou a doença que boicota o coração?

Ando por estradas longínquas,

canto poesias calado, 

Fazes tempos que não tenho o peito transpassado. 

Meu afeto foi dilacerado

sem dó e sem piedade, 

mas ainda sim tenho o passado

como uma página virada e não como uma verdade. 












24 de outubro de 2021

Direitos subjetivos de uma realidade apocalíptica.


Minhas teses, minhas alegorias, minhas conjecturas (...).  
Pese sobre mim a falta de sentimentos e discursos patéticos. 
Olho para o ser humano, para vida e não vejo mais perspectivas. 
foi-se o tempo em ainda carregava esperanças
e me auto iludia. 

Já não me alimento de paixões, 
de futuro ou de utopias. 
a vida foi trastejando cada momento
e fazendo de cada sentimento
um motivo racional de não carregar culpas.










27 de setembro de 2021

Orgulho e vaidade.

 A solidão que permeia
Pela a paz que rodeia.
Não há tristeza
Há solitude, verdade, destreza e plenitude.
Parágrafos não são o bastante,
Não obstante, apenas o suficiente.
Nostalgias do passado,
Pretéritos que conjugam a gente.
Parece que um nunca é o necessário para o outro,
Pois o outro sempre tem algo a reclamar.
As vezes jogam o futuro no esgoto
Por não compreender e não saber perdoar.
Apontar o dedo, extraviar a paz
E roubar o sossego,
Que seja para nunca mais
Deixar de se entregar por medo.
A insegurança é latente,
E o adeus jaz a porta.
O presente não segue em frente
Porque a corda esticada não afrouxa.
Cada um tem o seu abismo
E seu vazio intransponível,
O que a boca não fala,
O coração torna incognoscível.
Segredos, vergonhas e cobranças...
O pesadelo que assombra
É tão pequeno
Como a sombra de uma criança.
Falta maturidade,
Falta sabedoria,
Sobram traumas
E acumulam orgulho e vaidade. 


22 de julho de 2021

Daquilo que de fato tem valor.




Verdade que dói 

E, corrói e, destrói...

Ditas pesadas,

Frases dilaceradas, facas afiadas e, enfiadas no peito.

Sentimentos maliciosos,

Facciosos, tendenciosos e dolosos.

Até quando?

Falta empatia, respeito, afeto e consideração.

Sobra ódio, rancor e ressentimentos voluntários.

Por mundo com mais poesia,

Mais alegria, mais musicas e boas nostalgias.

Por pessoas lapidadas na reverência da cortesia,

Do apreço e no preço daquilo que de fato tem valor. 





Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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