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25 de fevereiro de 2026

Libertação das Sombras, ou a Dor de um homem que se libertou ao olhar no espelho.





Culpei-me demais, carreguei cruzes alheias,
pesos que não eram meus, correntes de ilusão.
Busquei aceitação em olhares vazios,
validação em mãos que me repeliam.

Fiz tudo certo, reto como flecha,
mas o reconhecimento fugiu, invisível.
Valorizei amizades frágeis como vidro,
mulheres e ciclos que me renegaram.

Chorei rios de exclusão, amargura pura,
dei tudo certo e colhi o errado em dobro.
Amei sem retorno, amigo de almas distraídas,
trabalhei em sombras onde nem existia.

Ingratidão foi o eco das minhas dádivas,
coração exposto, ferido em silêncio.
Mas hoje despertei, lições gravadas na alma,
vivo bem comigo, soberano no meu reino.

Não mais peço migalhas de aprovação,
encontro paz no espelho que não mente.
Das cinzas da dor, ergueu-se minha luz,
livre, inteiro, em harmonia consigo.



22 de dezembro de 2025

Soneto do Calabouço Vivo



A beleza brota na contemplação,
no espanto puro, na surpresa da vida,
calabouço de dores que nos invade,
sentimentos em excessos, vazios na mão.

Prazeres que ardem, real que nos fere,
expõe a alma nua, sem véu ou ilusão,
fé, esperança e amor são a salvação,
antídotos vivos que o sofrimento esfare.

No breu do viver, achamos o divino,
luz que trespassa o caos confinado,
esperança tece a ponte ao infinito.

Amor cura o grito, fé ilumina o caminho,
no espanto da existência, tudo é sagrado,
beleza eterna no coração ferido.



3 de janeiro de 2022

Poesia insana, erótica, devassa e promíscua; ou apenas desejos ocultos pela insanidade de viver este momento.


 













Dera-me realizar

Tudo que penso,

Apregoar meus desejos insanos,

Meu instinto profano,

Manifestar a promiscuidade que habita em mim.

 

Dera-me gozar sem pudor,

Morder tua pele,

Possuir tua alma,

Adentrar em tua cavidade

Com fereza e vontade.

 

Dera-me em erupção

Sentir o teu calor

Se transformar em suor

me enxarcar de prazer

e por um instante me chamar de “amor”.

 

Dera-me toda insanidade

De viver este momento

E morrer sem arrependimento,

Por afogar a moral sem razão

E viver sem exceção.

 

 

 

Todos os textos são autoria de Giliardi Rodrigues. Proibida a reprodução de qualquer texto sem prévia autorização do autor.

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