No mais profundo do meu ser onde reside os segredos
Afogo-me no tempo e deleito-me em espanto.
A inteligência me dilacera expondo toda ilusão,
Recaio na realidade, na verdade nua e crua.
Meu olhar se perde nas estrelas caídas,
Meu mundo é uma perda não dita.
Maturidade é o sofrimento como um vinho envelhecido,
O sabor é bom, mas é melhor esquecer.
Que mistério é o homem que sabe demais?
Guarda enigmas em sorrisos de esfinge,
pensa em eternidades que o pulso nega,
deseja o invisível e ama o efêmero sem posse.
No espelho da mente reflexos se dobram,
inteligente predador de suas próprias armadilhas.
Atraente como abismo chamando o vazio,
profundo, denso, eterno em um sopro fugaz.
